Inspiração | Fotógrafa | Vivian Maier

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assista o filme:

When John Maloof bought a box full of negatives about 8 years ago,m he had no idea that it would send him on a journey not only into the undiscovered work of a great photographer, but into an investigation of a life. He teamed up with Charlie Siskel to put it all on film and the duo has brought us one of the great docs about art and process. The duo talked to David Poland about the journey.
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Livro | Manuel de Barros | Ensaios Fotográficos

Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada, a minha aldeia estava morta. Não se via ou ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa,.
Eram quase quatro da manhã. Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada. Preparei minha máquina de novo. Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado. Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo. Fotografei o perdão. Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre. Por fim eu enxerguei a nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com maiakoviski – seu criador. Fotografei a nuvem de calça e o poeta. Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
Mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.

Manoel de Barros BARROS, M. Ensaios fotográficos. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.

Em ‘Ensaios Fotográficos’, Manoel de Barros mistura árvores e Bach, une Maiakovski a pássaros, mescla Shakespeare e Buson aos pequenos seres manoelinos, combina Rabelais com as pedras. O poeta usa a idéia da imagem e da fotografia na busca do instante-nada das coisas, encarna um fotógrafo que retrata o silêncio, o perfume, o vento.

Nesta leitura da obra de Manoel de Barros, tentaremos identificar diferentes modos de relação entre visualidade e discursividade lírica, enfatizando, sobretudo, o diálogo dos seus textos com a fotografia, arte técnica que segundo Benjamin deflagra todo um processo de mudança contextuais e de novas reflexões em torno das artes visuais na modernidade.

Livro | A Câmara Clara | Roland Barthes

Roland Barthes termina a sua obra derradeira com o vislumbre de duas escolhas possíveis na Fotografia: a fotografia do realismo contingente a preocupações de teor estético e empírico ou a fotografia do realismo puro e absoluto, aquela que transporta consigo “o despertar da inacessível realidade”

leia mais

edição original:

 

https://nunonogueiraferreira.wordpress.com/2009/04/27/a-camara-clara-roland-barthes-1980/

Livro | Filosofia da Caixa Preta | Vilém Flusser

Quem escreve precisa de dominar as regras da gramática e da ortografia. O fotógrafo amador apenas obedece a «modos de usar», cada vez mais simples, inscritos no lado externo do aparelho. democracia é isto. Deste modo, quem fotografa como amador não pode decifrar fotografias. A sua «praxis» impede-o de fazê-lo, pois o fotógrafo amador, crê que o fotografar é o gesto automático graças ao qual o mundo vai aparecendo. Impõe-se uma conclusão paradoxal: quanto mais gente houver a fotografar, tanto mais difícil se tornará o deciframento de fotografias, já que todos acreditam saber fazê-las…”

leia mais

 

http://abblau.blogspot.com.br/2008/02/vilm-flusser-ensaio-sobre-fotografia.html

Inspiração | Ansel Adams (+ John Sexton)

 

“A arte é tanto amor e amizade, e compreensão; o desejo de doar. É ao mesmo tempo dar e receber beleza, a transformação da luz nas dobras internas da consciência do espírito.”
Ansel Adams, em carta a Cedric Wright.

“Eu fui capaz de realizar uma imagem como desejava: não a forma como aparecia na realidade, mas como eu a senti e deveria aparecer na impressão final.”

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Compreendendo o Sistema de Zonas – Ansel Adams:

A sua idéia era bastante simples e inovadora: criar uma nomenclatura adequada para a luz. Adams era músico e sua vontade de transpor para a fotografia os tons de cinzas como notas musicais, deram origem à sua metodologia, que estabelece relações entre… +

https://focusfoto.com.br/compreendendo-o-sistema-de-zonas-ansel-adams/.

veja também: John Sexton

Acompanhe um dos fotógrafos P&B mais respeitados falando sobre as suas origens, o seu trabalho com Ansel Adams e seu trabalho incrível produzido usando a mídia tradicional: produtos químicos de filmes, papel e preto e branco.

 

Corpo Político, Corpo Sensível

No Corpo político, corpo sensível – Intervenção, que aconteceu no último dia 11, ocupamos e transformamos simbólica e temporariamente a Praça Ouvidor Pacheco e Silva com nossos corpos e diferentes artes. Esse dia intenso, transbordando sensibilidade política, não poderia ter acabado diferente: com um video mapping que, no seu diálogo com os espaços construídos da praça, contou a trajetória que percorremos juntas até ali.
VJ Leticia Rms
Fotógrafas Gabriela Di Bella, Sue-Elie Andrade-Dé Leticia Kamada
Filmaker Aline Belfort

Inspiração | Michael Lange

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Michael Lange: When one wishes to do a personal project one has to be willing to open up to private stuff and to go deep. In order to go deep it’s good to have a safe base. Since my early childhood the woods have been a safe base. At my family home there was a lot of stress and fighting. The forest behind the house was my refuge. All together WALD was a slow process, a kind of incrementalism (…)

Michael Lange | WALD
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http://www.michaellange.eu/wald

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