haikais

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HAIKAIS ESCRITOS

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“En mi caso particular, es obvio que no me he puesto a imitar a poetas japoneses, ni siquiera a incorporar sus imágenes y temas preferidos. Apenas he tenido la osadía de introducirme en esa pauta lírica, pero no apelando a tópicos japoneses sino a mis propios vaivenes, inquietudes, paisajes y sentimientos, que después de todo no difieren demasiado de mis restantes obras de poesía.

Encerrar en 17 sílabas (ya además, con escisiones predeterminadas), una sensación, una duda, una opinión, un sentimiento, un paisaje, y hasta una breve anédocta, empezó siendo un juego. Pero de a poco uno va captando las nuevas posibilidades de la vieja estructura. Así la dificultad formal pasa a ser un aliciente y la brevedad una provocativa forma de síntesis.”

 

 

Mario Benedetti

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HAIKAIS AUDIOVISUAIS

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Esta é uma série composta por haikais audiovisuais, pequenos vídeos baseados em haikais escritos ou em “imagens haikais”, onde: a+b=c.

Seguindo o mesmo princípio da formação dos ideogramas japoneses e dos haikais, Eisenstein afirma:

“A questão é que a cópula (talvez fosse melhor dizer a combinação) de dois hieróglifos da série mais simples deve ser considerada não como sua soma, mas como seu produto, isto é, como um valor de outra dimensão, outro grau; cada um, separadamente, corresponde a um “objeto”, a um fato, mas sua combinação corresponde a um “conceito”. De hieróglifos separados foi fundido – o ideograma. Pela combinação de duas ”descrições” é obtida a representação de algo graficamente indescritível.”

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Exemplificando:

um cachorro + uma boca = “latir”

uma boca + uma criança = “gritar”

uma boca + um pássaro = “cantar”

uma faca + um coração = “tristeza”

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Segundo ele, a justaposição nao deveria ser “a simples soma de um plano mais outro”, mas o produto. Quando há um produto de uma justaposição, o resultado é diferente de cada elemento separado: “o todo é mais que a soma de suas partes”.

As representações, deste modo, devem suscitar a imagem. E somente quando os elos intermediários dessa justaposição desaparecem, o conjunto de elementos indica diretamente o novo conceito, suscitando no espectador a percepção e os sentimentos em mesma intensidade, sem hierarquias.

O haikai nada mais é que, ideogramas transpostos para frases segundo a mesma lógica estrutural constituinte dos ideogramas. Ou seja, assim como os ideogramas proporcionam um conceito abstrato, o haikai, segundo o mesmo método, produz imagens diretas: “Tal qual – apesar de ao contrário – um primitivo processo de pensamento, o pensamento imagístico, deslocado para um grau definido, se transforma em pensamento conceitual.”

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hiragana

a i u e o
ka ki ku ke ko ga gi gu ge go
sa shi su se so za ji zu ze zo
ta ti tsu te to da di zu de do
na ni nu ne no
ha hi fu he ho ba bi bu be bo
pa pi pu pe po
ma mi mu me mo
ya yu yo
ra ri ru re ro
wa wo
n

katakana

a i u e o
ka ki ku ke ko ga gi gu ge go
sa shi su se so za ji zu ze zo
ta ti tsu te to da di zu de do
na ni nu ne no
ha hi fu he ho ba bi bu be bo
pa pi pu pe po
ma mi mu me mo
ya yu yo
ra ri ru re ro
wa wo
n

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