tribo digital | projeto curumim

Sesc

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curumim.wordpress.com

o projeto Tribo Digital foi realizado com a criançada do Programa Curumim do SESC Pompéia, por Denise Pereira, Leticia Kamada e Pipo Pegoraro.

cd curumim

uma geração digital que se apropria de um espaço para ´brincar´ com conteúdos sonoros.

partindo de uma sensibilização musical, as crianças de 7 a 12 anos do Programa Curumim do SESC Pompéia encontraram diferentes formas de perceber, criar, interpretar e gravar sons | samplers, ambiências, ruídos e músicas |

utilizamos softwares livres para captação, manipulação e finalização das cantigas, histórias e brincadeiras encontradas nesse álbum.

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todo o material produzido nas aulas é LIVRE e está disponível para baixar no site:

curumim.wordpress.com

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o projeto aconteceu na sala de Internet Livre do sesc Pompéia.

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trilha de bolso

Monografia, Sesc

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se estiver ouvindo música, não desligue
se estiver com fones de ouvido, não tire
num lugar barulhento, permaneça
e o silêncio também trilha

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cut up | trilha de bolso
a trilha é o que estiver no seu bolso, se quiser contar qual foi (deixando um comentário) será incrível! ouça a playlist com as trilhas experimentadas em: blip.fm

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Resumo
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Hoje, com a popularização de dispositivos portáteis de armazenamento de som, as pessoas ouvem música o tempo todo pela grande São Paulo. Com isso modificando a percepção do real e criando novas realidades. A proposta desse vídeo sem som (sem trilha), é que as pessoas assistam escutando a música que estiver na hora em seu “mp3 player”. Com isso, cada um terá uma experiência distinta. Criando uma arte participativa pela parte do expectador e também dando parte da autoria para quem vê, pois cada pessoa verá uma obra diferente.
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Palavras chave: Vídeo | Interação | Cut ups
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Cut ups . método de escrita hipertextual, questiona o conceito de autoria.

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Efeito Kuleshov . resultado de experimentos do cineasta russo Lev Kuleshov “com sua justaposição de planos, criando uma nova significação inexistente nos planos isolados.”

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cut ups | William Burroughs
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filme-ensaio | Dziga Vertov
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Introdução
O projeto “Trilha de Bolso” tem como objetivo experimentar a relação entre a imagem e o som através da técnica de Cut-ups desenvolvida por William Burroughs e a portabilidade dos dispositivos sonoros.

O vídeo composto por uma colagem de imagens sem uma narrativa seria somado ao som que o expectador estivesse ouvindo em seu dispositivo portátil de som. Com isso se criaria um terceiro elemento, e cada pessoa assistiria uma obra diferente. Uma vez que o vídeo sempre será o mesmo, porém a música ouvida será diferente e criará algo parecido com o “Efeito Kuleshov”, porém ao invés da justaposição de planos, será a soma da imagem com cada som.

As imagens desse cut-up foram inteiramente baixadas da internet, são de domínio público e foram editadas com 3 cenas da “Trilogia Das Cores”, de Krzysztof Kieslowski. Por quê essa trilogia?

Porque nessa trilogia, que pode ser vista como um ensaio, o cineasta polonês trás sua visão pessoal com relação aos processos da unificação européia (econômica e política), à solidão e ao tempo – dialogando com as imagens escolhidas para o “Trilha De Bolso”. Mas, principalmente porque utiliza a trilha sonora como personagem, como parte da história, o que expande as possibilidades de articulação: “ela torna-se, ao mesmo tempo, sujeito e meio ou, como diz Michel Chion, heroína e utilitária”. Nessa trilogia, com o inseparável Zbigniew Preisner.

Por quê essas imagens? Buscamos imagens que nos remetem automaticamente ao som que delas emanam, que produzem sons conhecidos, sons que imaginamos intuitivamente ao ver a imagem.

Com a internet e as novas mídias, as formas de convivência entre as linguagens imagética e sonora tem sido debatida e experimentada, por diversos artistas, estudiosos e diferentes pontos de vista. Ainda poucas conclusões efetivas e difundidas.

Devido à internet, o formato “.mp3” (entre outros como .ogg, .wav, etc.) se difundiu pelo mundo todo, e com a disseminação de tocadores de mp3, as pessoas carregam a música para onde vão. Com isso criando uma nova experiência com o real.

A idéia do vídeo “Trilha De Bolso” é criar uma obra audiovisual onde o sentido só se completa com a participação do público ouvindo seu tocador de música. Através da interação pela internet, o expectador pode também alimentar uma rádio virtual (uma playlist) na Blip.fm (conceito similar ao do twitter).

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Justificativa
A relação imagem e som já estava presente no cinema mudo quando músicos ou orquestras inteiras acompanhavam musicalmente as produções cinematográficas e não apresentavam uma preocupação que relacionasse o conteúdo musical ao conteúdo narrativo. Em cada sala de cinema o mesmo filme recebia uma trilha diferente, pois os artistas escolhiam as composições a serem tocadas na hora.

Ao discutir a Linguagens dos Sons no seu livro “O Cinema Ou O Homem Imaginário”, Edgar Morin assinala que na maioria das vezes a música significa a imagem e a imagem significa a música, remetendo a “uma espécie de concurso de inteligência”. Logo, considera que a trilha musical seja inerente ao cinema, “como que seu banho alimentício”.

“Wochenende” (1930) de Walter Ruttman não possui imagens, alimentando a criação de imagens a partir de sons que foi repetido em 1993 na produção “Blue” de Derek Jarman. “O Baile” (1983), de Ettore Scola mostra imagens de tal forma que a musica é a Linha Narrativa do filme.

Com o advento do formato videoclipe, uma nova relação entre e imagem e som se tornou possível, uma vez em que a imagem apenas dá suporte ao som. Arlindo Machado afirma que houve uma ruptura entre a barreira do imagético e do sonoro, não havendo mais uma música fora do clipe que possa ser ouvida independentemente dele. leticiakamada

Destaque para o trabalho de Golley & Creme no vídeo “Mondo Vídeo” (1986) onde a trilha foi criada junto com o videoclipe, não havendo dissociação da imagem e do som. No trabalho “Vermelho Sangue”, de Luiz Duva, a variação na sucessão das imagens gerava intensidades de violência e afeto, se ultlizando do “Efeito Kuleshov”. Havia ainda uma sobreposição das imagens. A cena projetada era a mesma, assim como a situação apresentada em cada tela. Os cortes e fusões realizados eram sincrônicos, mas pareciam diferentes, carregando temporalidades de movimentos distintos.

De acordo com Eduardo Mendes, “se houver um pensamento articulado entre os fenômenos imagéticos e sonoros haverá uma maior capacidade da transmissão de informações, o que nenhum dos dois elementos conseguiria separadamente”. Priscila Arantes em “processos de hibridação”.

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Problemática
A trilha sonora de uma produção audiovisual é 50% da obra, no mínimo. Quem nunca assistiu TV, filme, clipe, vídeo sem som? no “mute”? e teve outra apreensão das imagens?

Criar uma obra participativa onde a + b = c.
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a = imagem
b = som (interação do expectador)
c = ? = terceiro elemento

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a+b=c

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Referências Bibliográficas
. O Ouvido Pensante . Schafer, Murray
. O Som E O Sentido . Wisnik, José Miguel
. A Forma Do Filme . Eisenstein, Sergei
. La Musique Au Cinèma . Michel Chion
. Arte E Mídia . Arantes, Priscila
. O Cinema Ou O Homem Imaginário . Morin, Edgar
. Síndrome De Realidade . Bambozzi, Lucas
. Pré-Cinemas & Pós-Cinemas . Machado, Arlindo
. O Filme-Ensaio . Machado, Arlindo
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Internet
http://pt.wikipedia.org
http://www.tativille.com
http://www.ufscar.br/rua/site/?p=122 (a música em kieslowski)
http://www.arthuromar.com.br
http://www.museuvirtual.com.br/arthuromar
http://www.tonyberchmans.com.br
http://www.museuvirtual.com.br/arthuromar
http://www.intermidias.com
http://ohomemquesabiademasiado.blogspot.com
http://www.pucsp.br/pos/cos/rism
http://www.lazaruscorporation.co.uk/v4/cutup/ (máquina de cut up online)
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música livre | SESC POMPÉIA

Sesc
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Idealização e realização do projeto músicaLIVRE, que aconteceu no SESC pompéia de 16 de outubro à 14 de novembro. Um ambiente para a produção e difusão da cultura LIVRE.O Projeto tem como idéia central a colaboração | discutir e refletir sobre as modificações do mercado musical e propriedade intelectual, a valorização do conteúdo multiplataforma, das novas tecnologias e da criação digital.

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“A criação artística, em todo o mundo, é ferramenta fundamental para as grandes transformações que a nova sociedade em rede trouxe para o ambiente cultural. Com as novas tecnologias digitais surgiram inúmeras formas convergentes e interativas de comunicação, que trazem perspectivas inéditas ao universo da criação. Esse cenário vai muito além do entretenimento. Hoje vivemos, de fato, uma mudança de pensamento, de comportamento e de mercado. A cultura de massas se fragmenta e se reconstrói, renovando sua estética e fortalecendo novos nichos para o talento. Mas o que altera de maneira mais consistente o contexto contemporâneo da criação e da produção cultural é uma inédita e fantástica inversão de papéis. Com novas ferramentas tecnológicas e mergulhados nas redes digitais, os consumidores transformam-se em produtores de suas próprias criações. E compartilham conteúdos de forma plena, usando toda a potencialidade da internet para atuar e colaborar com os diversos segmentos do mercado cultural.”
shows | oficinas | simpósio | exposição

musicalivre.vilabol.uol.com.br

copycole.blogspot.com
http://samadeu.blogspot.com/2007/10/impressionante-sesc-pompia-realiza.html
http://blog.bnegao.com.br/2007/10/16/show-no-sesc-pompeia-sp-191007/
http://www.overmundo.com.br/agenda/mundo-livre-sa-no-sesc-pompeia
http://remixtures.com/2007/10/sao-paulo-acolhe-festival-de-musica-livre/

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pierre o peixe | PURE DATA

Sesc
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Construção e programação de um teclado (de computador) poético para interagir com outros instrumentos e o software livre Pure Data para acionar samplers.
 
Experimentação sonora em tempo real interagindo com “Pierre o Peixe” (Pierre Henry) programado para tocar harpa.
 
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PD (aka Pure Data) é uma ferramenta gráfica de programação “real-time” para áudio, vídeo, e processamento gráfico, facilitando o acesso e a interligação entre essas aplicações | para geração e processamento em tempo real.
 
Pd é um software livre e pode ser baixado em um pacote para um sistema operacional específico.
 
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audiocenografia | SESC POMPÉIA

Sesc
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A instalação AUDIOCENOGRAFIA foi realizada nos computadores da Internet Livre do SESC Pompéia, abordando a realização de áudio-esculturas e trilhas sonoras voltadas às artes plásticas, vídeo, teatro, escultura, instalações multimídia, performance, dança, web-arte.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Utilizando softwares livres e gratuitos, os participantes elaboraram trilhas sonoras que culminaram na montagem de uma escultura-sonora coletiva na convivência do SESC Pompéia.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
baixe o cd virtual
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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